Após décadas de silêncio, uma das vozes mais marcantes dos anos 90 volta. Entre memórias e canções, reencontra sua metamorfose.
Thebar é cantor, compositor e intérprete. Sua obra é marcada pela liberdade criativa e pela busca constante por significado.
Em vez de se limitar a um único estilo musical, utiliza diferentes influências para construir canções que convidam à reflexão sobre a condição humana, as relações e o tempo.
Sua proposta artística é criar músicas que permaneçam na memória não apenas pela melodia, mas pelas ideias que carregam.
Thebar e a Metamorphose: o que há por trás do retorno
A Metamorphose nasceu em 1991 e participou de todas as edições do Baú do Raul entre 1992 e 1996, dividindo palco, em algumas dessas edições, com mestres do rock brasileiro como Rick Ferreira, Erasmo Carlos, Roberto Frejat, Marcelo Nova e outros grandes nomes do rock tupiniquim.
A banda encerrou suas atividades em 1997, após passar por diversas formações ao longo desse período. Rodou o Brasil tocando rock and roll com muita alma, somando mais de 350 apresentações entre Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Bahia e Minas Gerais.
Entre 1993 e 1994, gravou um disco com produção de Rick Ferreira e Mú Carvalho, trabalho que acabou não sendo lançado por questões contratuais burocráticas, já que Thebar Ghedes tinha contrato assinado com uma grande gravadora para o lançamento de um trabalho da banda O Último Reduto, para a qual emprestou sua voz em uma faixa.
Esse disco perdido, com 8 faixas, teve sua matriz corroída pelo tempo. Conseguimos resgatar apenas parte do material. Mais de 30 anos depois, ele finalmente ganha vida com o nome “O Disco Perdido”.
Thebar Ghedes, ex-vocalista da Metamorphose, encerra um longo hiato com Thebar e a Metamorphose, seu novo projeto autoral, um reencontro entre a energia crua de sempre e a maturidade de quem viveu intensamente os anos 80 e 90.
Gravado entre o fim de 2025 e o início de 2026 no Estúdio Espaço Ipiranga (RJ), são 10 faixas, além de uma faixa bônus de 2011, resgatada e remasterizada.
Ele é a própria metamorfose: alguém que viveu intensamente os anos 80 e 90 e hoje retorna com maturidade, autenticidade e verdade artística.
Registros de uma época: Baú do Raul, estradas e mais de 350 shows
O começo de uma nova fase, já nas plataformas
A voz da década de 80 encontra a cidade de hoje: melancolia e maturidade em partes iguais.
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Técnica e profundidade lírica num blues que abre os caminhos do retorno.
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